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Peso Galo 1º = Bruno Malfacine (Alliance) 2º = Caio Terra (Brasa) 3º = Felipe Costa (Brasa) 3º = Bernardo Pitel (Nova União) Comentários: Bruno Malfacine chegou a final com certa facilidade, vencendo Mikio Oga, e depois finalizando Felipe Costa na semifinal com um armlock. Para conquistar a vaga na final, Caio Terra, que entrou na chave de bye, finalizou Bernardo Pitel na semifinal com uma chave de pé. Na luta final, Bruno Malfacine confirmou seu favoritismo ao vencer Caio Terra com uma raspagem. Previsão da coluna: correta. Peso Pluma 1º = Guilherme Mendes (Atos) 2º = Desclassificado 3º = Carlos Vieira (Check Mat) 3º = Daniel Beleza (Academy of Combative Arts) Comentários: Guilherme Mendes chegou à faixa preta muito bem, e se tornou muito forte abaixando para o peso pluma. Em seu caminho até a final, Guilherme derrotou Pablo Santos e Carlos Esquisito. Na outra chave, Samuel Braga derrotou Sebastian Lalli e Daniel Beleza para chegar à final. Guilherme Mendes x Samuel Braga era uma luta final bem previsível, mas onde tudo poderia acontecer. Guilherme fez uma vantagem no começo de uma luta travada e segurou o resultado. Ao final da luta, Guilherme pediu silêncio à torcida da Alliance, que relembrava a luta que seu irmão foi eliminado por Cobrinha. Samuel Braga, sentindo-se ofendido por achar que a provocação de Guilherme fosse com a torcida da Gracie Barra, acabou dando um soco e um empurrão no braço de Guilherme. Com essa atitude anti desportiva, além de não receber medalha, Samuel não marcará pontos para sua equipe e provavelmente ainda pegará uma punição mais severa por parte da Federação Internacional. Previsão da coluna: correta. Peso Pena 1º = Rubens Charles (Alliance) 2º = Bruno Frazatto (Atos) 3º = Mário Reis (Gracie Barra) 3º = Rafael Mendes (Atos) Comentários: Conforme o previsto, os quatro atletas chegaram com sobras nas semifinais. No primeiro combate, Rubens Cobrinha e Rafael Mendes fizeram uma final antecipada, empatando em pontos (4x4) e vantagens (1x1). Uma luta emocionante, onde Cobrinha conseguiu empatar nas vantagens a 10 segundos do fim, vencendo na decisão dos 3 juízes, e conseguindo sua vaga na final. Na outra chave, Bruno Frazatto, raspou Mário Reis para fazer 2 x 0 e passar à final. Na luta final, Cobrinha foi superior na visão dos jurados em uma luta sem pontos nem vantagens. Com a vitória, Cobrinha iguala o record de Royler Gracie de tetra campeão mundial. Previsão da coluna: correta. Peso Leve 1º = Michael Langhi (Alliance) 2º = Gilbert Alexander (Atos) 3º = Rafael Barbosa (Soul Fighters) 3º = Philipe Della Mônica (Gracie Barra) Comentários: Gilbert Durinho veio muito bem, surpreendendo ao eliminar o então campeão mundial Lucas Lepri na 3ª luta, e depois passar com facilidade pela perigosa guarda do carioca Rafael Formiga. Na outra chave, Michael Langhi teve dificuldades ao vencer Augusto Tanquinho nas quartas por vantagens, após empate de 4x4. Michael chegou à final anotando 4x2 em Philipe “Furão”. Na final, Michael fez valer sua excelente fase e venceu com 3 raspagens e 1 passagem, marcando 9x2. Previsão da coluna: Errou ao prever uma final entre os companheiros de equipe Lucas Lepri e Michael Langhi, mas avisou sobre o perigo em enfrentar Gilbert Durinho, e acertou ao prever uma semifinal. Previu corretamente ainda uma luta dura entre Michael Langhi e Augusto Tanquinho. Aproveitamento de 75%. Peso Médio 1º = Marcelo Garcia (Alliance) 2º = Sérgio Moraes (Alliance) 3º = Lucas Leite (Check Mat) 3º = Alan do Nascimento (Check Mat) Comentários: O médio foi o peso mais difícil deste campeonato, com 7 candidatos reais ao título. Prova disso foi a disputa de quartas de final com 4 lutas duríssimas. Marcelinho venceu Thiago Alves por 3x2 nas vantagens; Lucas Leite eliminou Kron Gracie com uma queda no finalzinho, após 3x3 nas vantagens; Serginho venceu Augusto Vieira por 2 vantagens, após empate em 4x4; e por fim, Alan Finfou eliminou Pedro Bessa por 6x2. Nas semifinais, Marcelinho precisou passar a guarda de Lucas Leite 2x para se classificar e fechar a final com seu companheiro de treinos Sérgio Moraes, que finalizou Alan Finfou com um estrangulamento pelas costas. Como os finalistas são companheiros de academia, optaram por não lutar e decidiram quem ficaria com o título em um par ou ímpar, vencido por Marcelo Garcia. Previsão da coluna: correta. Peso Meio Pesado 1º = Rômulo Barral (Gracie Barra Texas) 2º = Tarsis Humphreys (Alliance) 3º = Victor Estima (Gracie Barra) 3º = Otávio Leite (Gracie Barra) Comentários: Em uma categoria sem surpresas, os quatro favoritos chegaram à semifinal. O catarinense Tony Eduardo, que vinha bem, acabou ficando fora do pódio ao perder para Victor Estima em luta duríssima. Após eliminar Tony, o irmão de Bráulio foi finalizado por Rômulo Barral na semifinal com um estrangulamento pelas costas. Rominho está em grande fase. Tanto que nas quartas, já havia passado 2 vezes a duríssima guarda de Eduardo Português. Na outra chave, pelas quartas de final, Tarsis Humphreys derrotou Gregor Gracie com uma raspagem. Na semifinal, uma chave de pé relâmpago em Otávio Leite o classificou para a finalíssima contra Rominho. Tarsis também tentou uma chave de pé no fim da luta final, mas não foi o suficiente para convencer os juízes de que o ouro deveria ser seu. Resultado final: Rômulo Barral campeão na decisão dos jurados, após 0x0. Previsão da coluna: correta. Peso Pesado 1º = Bráulio Estima (Gracie Barra) 2º = Alexandre de Souza (Gracie Florianópolis) 3º = Alexandre Ceconi (Rilion Gracie) 3º = Rafael Lovato (Gracie Humaitá) Comentários: Excelente performance do catarinense Alexandre Ceconi, derrotando o duro e experiente Roberto Cyborg nas quartas de final, por vantagens, após um placar de 4x4 em pontos. Na semifinal, Alexandre Ceconi não conseguiu repetir o feito, sendo finalizado por Bráulio Estima com um estrangulamento pelas costas. Na outra chave, Alexandre de Souza, espantou nas quartas de final o fantasma Rodolfo Vieira, que ainda na faixa marrom, havia derrotado vários faixas-pretas nos eventos de Abu-Dahbi, incluindo Bráulio Estima. Na semifinal, Alexandre derrotou Rafael Lovato por 2x0.A disputa pelo ouro reeditou a final do último Europeu. E mais uma vez, Bráulio venceu Alexandre. Desta vez, para conseguir os pontos, Bráulio atacou uma chave de pé, partindo para uma raspagem. Placar final: 2x0 e Bráulio tricampeão mundial. Previsão da coluna: A coluna acertou a luta final, mas errou ao não citar o catarinense Alexandre Ceconi como favorito para chegar à semifinal. Sei que o Alex é um atleta de altíssimo nível e que em breve iria estourar internacionalmente, mas achei que a falta de experiência poderia pesar numa fase decisiva de campeonato Mundial. E digo mais: Fiquei muito feliz com o erro, pois o Alex merece todos os resultados que tem obtido ultimamente, como a prata no brasileiro, por exemplo. Atleta dedicado, de excelente caráter, já é a nova sensação do Jiu-jitsu catarinense e a partir de agora, dividirá com Alexandre de Souza, Montanha e Mãozinha a missão de elevar o nosso Jiu-Jitsu. Peso Super Pesado 1º = Roger Gracie (Gracie Barra) 2º = Ricardo Abreu (Nova União) 3º = Bernardo Faria (Alliance) 3º = Thiago Gaia (Nova União USA) Comentários: Neste campeonato, Roger me faz lembrar o Rickson Gracie da década de 80. Rickson finalizava 90% de suas lutas com estrangulamento da montada. O mais impressionante é que quando Rickson chegava à montada, a platéia de todo ginásio contava, em coro, de 1 a 10. E em todas às vezes, quando a contagem atingia o 10, Rickson já estava de pé com seu braço esticado pelo juiz. Era barbada, assim como hoje o Roger é a barbada. Finalmente não preciso mais ter pena dos amantes do Jiu-Jitsu, que não puderam ver o que era o Rickson lutando. Nesta categoria, devemos também dar crédito a Ricardo Demente, que fez uma campanha impecável, finalizando Antônio Braga Neto e depois aplicando 15x0 em Antônio Peinaldo nas quartas de final. Na semifinal, foi favorecido pela desistência de seu companheiro de equipes Thiago Gaia, para que pudesse entrar na final contra Roger bem descansado. Mas nada disso foi suficiente, já que na luta final, para não perder o costume, Roger finalizou Demente com um estrangulamento na montada aos 4’06”.Previsão da coluna: A coluna acertou ao citar Roger como campeão, o que não têm mérito nenhum, é verdade. Mas errou ao citar Braga Neto como favorito à outra vaga da final. Peso Pesadíssimo 1º = Gabriel Vella (Alliance) 2º = Rodrigo Cavaca (Check Mat) 3º = Márcio Corleta (Winner) 3º = André de Freitas (César Gracie) Comentários: Infelizmente, o catarinense Charles Cachoeira não conseguiu repetir os excelentes resultados que teve durante o ano, no Brasileiro e nos eventos de Abu-Dahbi, e acabou derrotado por Rodrigo Cavaca nas quartas de final por decisão dos juízes. Na semifinal, Cavaca eliminou o gaúcho Márcio Corleta nas vantagens. Na outra chave, Gabriel Vella confirmou seu favoritismo eliminando Marcel Fortuna por 2x0 nas quartas e André de Freitas por 8x0. Na final, Vella se tornou bicampeão mundial após vencer Cavaca com 2 vantagens. Previsão da coluna: A coluna errou ao apontar o catarinense Charles Cachoeira como finalista, mas acertou ao apontar o favoritismo para Gabriel Vella. Peso Absoluto 1º = Roger Gracie (Gracie Barra) 2º = Rômulo Barral (Gracie Barra Texas) 3º = Cláudio Calasans (Atos) 3º = Gabriel Vella (Alliance) Comentários: No absoluto, infelizmente a esperança catarinense não foi longe. Alexandre de Souza perdeu nas vantagens para a revelação Cláudio Calasans, que logo depois eliminaria Eric Wanderlei e Rodrigo Cavaca. Charles Cachoeira perdeu na 2ª fase, para Erick Wanderlei; e Alexandre Ceconi foi mais longe, caindo somente nas oitavas de final, frente a Rafael Lovato. Caso tivesse passado essa luta, Ceconi enfrentaria Roger Gracie. Roger Gracie, que por sinal, era a grande barbada do campeonato. Para chegar a final, Roger finalizou Paulo Streckert em 3’23”, Fernando Soluço em 2’21”, Rafael Lovato em 4’07”, e a revelação Cláudio Calasans em 4’23”. Somando todas as lutas até a semi, Roger sofreu apenas 2 pontos, através de uma queda aplicada por Cláudio Calasans, nenhuma vantagem sequer, e finalizou todos seus oponentes com um estrangulamento da montada. Seu adversário na final foi Rômulo Barral, que por sua vez, também finalizou todos seus adversários: Édson Diniz em 2’11”, Felipe Pacces em 1’54”, Antônio Braga Neto em 6’13”, e Gabriel Vella em 7’49”. Só por essa caminhada, Rominho já merecia o ouro, mas do outro lado da chave estava Roger Gracie, apelidado como “cobertor”, graças à maneira como chegava e finalizava na montada com muita facilidade. Na luta final, Roger diminuiu o ritmo. Rominho puxou para a guarda e Roger ficou lá até os 7’00”. Quando todos pensavam que ia acabar num 0x0, Roger passou a guarda aos 7’30”, montou aos 8’50”, e finalizou, com um estrangulamento é claro, aos 9’31”. 100% de aproveitamento !!! Previsão da coluna: correta.
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