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Visualizem a situação. Domingo de sol, com termômetro marcando 32 graus. Saio de casa ao meio-dia, pego aquele trânsito na orla da Barra da Tijuca para ir até ao ginásio do Tijuca Tênis Clube, e acompanhar as disputas da faixa-preta no Campeonato Brasileiro de Equipes.
Durante esse sacrifício, chego a me perguntar onde eu estava com a cabeça ao aceitar o convite do Sultatame.net para escrever essa matéria.... O ginásio fica perto do Maracanã. Nesse momento eu me lembro que também era dia de jogo do Flamengo. Jogo decisivo, contra o Palmeiras. Logo pensei que o campeonato estaria entregue às moscas. Puro engano. O ginásio estava pegando fogo. Lotado, com a torcida presente, e a Luana Piovani também !!!! Torcendo pelo seu novo namorado: o Felipe "Cranivata", da Gracie Barra. Arrumei logo um lugarzinho ali perto dela. Bom, melhor voltar ao campeonato... Antes de falar sobre as lutas, melhor esclarecer as regras. Neste campeonato de equipes, cada time pode ser composto por até 7 atletas, sendo 5 titulares que lutam e dois reservas. A cada fase, duas equipes se enfrentam, e segue adiante a equipe que tiver o maior número de vitórias. Ou seja, mesmo que um atleta da equipe perca, ele segue adiante se sua equipe vencer a maioria das lutas. A divisão por categorias também funciona diferente dos campeonatos comuns: Atletas das faixas marrom e preta lutam juntos, e divididos por 2 faixas de peso: o peso leve (até 75 kg) e o peso pesado (acima de 75 kg). Isso torna a competição extremamente interessante, pois acabamos vendo atletas de pesos e faixas diferentes se enfrentando. E acreditem, vi muitos faixas-pretas sendo derrotados por atletas menos graduados. Outro detalhe interessante é que o técnico da equipe escala a ordem de luta dos seus atletas titulares minutos antes do combate, sem que o adversário saiba. Ou seja, ter uma boa estratégia é fundamental. Campeonato de equipes é empolgante porque também alimenta aquela rivalidade natural entre as academias. Aqui no Rio, me lembra a histórica e antológica guerra entre Barra Gracie x Carlson Gracie. Já em Floripa, me lembra Gracie Floripa x Ataque Duplo. Mas neste campeonato, pelo que vimos nos tatames, nada rivalizou mais do que Alliance x Check Mat. Briga boa, sadia, de criador contra criatura. De um lado, o exército da Alliance, com seu general Fábio Gurgel à frente. Do outro, seu ex-principal aluno Leozinho Vieira e a não menos numerosa Check Mat. Quem venceria? No confronto direto, na faixa preta, houve empate técnico. A Check Mat eliminou a Alliance no peso leve e tomou o troco no peso pesado. Depois ambas perderam o gás e foram derrotadas na final da respectiva categoria. No peso leve, não teve para ninguém. A grande campeã foi a Gama Filho, que venceu todas suas disputas por 3 x 0. Na maratona final, o vice-campeão brasileiro Vinícius Marinho abriu os trabalhos dominando amplamente sua luta contra Leandro Martins, finalizando o primo de Tererê, após ter aberto um elástico placar de 11 x 0. Logo após, foi a vez de Rafael Formiga vencer Rodrigo Ranieri por 4 x 2, com um show de raspagens. Na terceira luta, Augusto Mendes derrubou duas vezes antes de finalizar Leon Amâncio. Com 3 x 0 no placar e a fatura liquidada, os atletas Denílson Pimenta e Teodoro Canal nem precisaram suar o kimono. No peso pesado, as disputas foram bem mais apertadas. Prova disso é a quantidade de atletas de alto nível, como Bruno Bastos, Eduardo Santoro, Jéferson Moura e Paulo Streckert, que ficaram pelo caminho, derrotados junto com suas equipes. Na final, o atleta Renan Vital colocou a equipe Ryan Gracie/Gordo Jiu-Jitsu na frente, ao vencer Leonardo Nogueira, após uma intensa troca de raspagens e inversões. No final do combate, Leonardo cansou e foi finalizado. Na segunda luta, o judoca da seleção olímpica Leonardo Leite, que desde garoto também compete no Jiu-Jitsu, empatou a disputa para a Alliance, finalizando o atleta Zorobabel Moreira. A terceira luta, entre Antônio Braga Neto e Gabriel Vella, foi digna de final de campeonato mundial. Com uma queda logo no início, e imprimindo um ritmo fortíssimo por cima, Braga Neto mostrou porque é o atual campeão brasileiro, sul americano e mundial, vencendo Gabriel Vella por 15 x 2. A quarta luta marcou a estréia de Antônio Peinaldo na faixa preta. Após vencer tudo que lutou neste ano, na marrom, o atleta da Alliance veio com tudo para subir em mais um pódio. Mas do outro lado estava Delson Pé de Chumbo, que estava de folga no MMA, resolveu tirar o kimono do armário e usar todo sua experiência para finalizar o novato. Sendo assim, a equipe Ryan Gracie / Gordo Jiu-Jitsu fez 3 x 1 e se sagrou a grande campeã. Bom para seu 5º atleta, Vitor Bonfim, que não precisou enfrentar a revelação de 2008, Sérgio Moraes, em uma eventual decisão. Na contagem final de pontos, por equipes, o resultado ficou assim: Feminino: 1º lugar – FPJJF / Haiti 2º lugar – Check Matt 3º lugar – GFT Juvenil masculino: 1º lugar: Nova União 2º lugar: Check Matt 3º lugar: Gracie Humaitá Adulto masculino: 1º lugar: Check Matt 2º lugar: GFT 3º lugar: Alliance
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