Colunistas ST
André Santos Escreverei uma coluna mensal sobre a "Arte Suave" - Jiu Jitsu
---------------------------------------------
Álvaro Romano Fundador, idealizador e introdutor do método Ginástica Natural
---------------------------------------------
    Carlos Rotolo Pratico Karatê há 16 anos e sou atleta da Seleção Brasileira e Catarinense de Karatê
---------------------------------------------
Dr. Funchal Saúde no esporte, orientações, prevenções e principalmente dúvidas sobre o trauma esportivo
---------------------------------------------
Marcos Luz é com muita satisfação que apresento a coluna "Por Dentro do Boxe"
---------------------------------------------
Renildo Nunes História do Judô, filosofia, competições e aspecto educacional
---------------------------------------------
Augusto Bayard Irei escrever a coluna sobre Pilates.
---------------------------------------------
|
Marcos Luz
|
Escrito por ST News - Sáb, 11 de Junho de 2011 19:36
|
|
Após 16 dias estudando o melhor boxe do mundo,o prof. Marcus Luz líder da Nobre Arte em Florianópolis, retorna à floripa com a bagagem cheia de conhecimento, desta vez mais voltada as crianças, fazendo um curso para treinador na melhor escola de Cuba a E.S.P.A Escola Superior Para Atletas,e tem como intenção introduzir o boxe nas escolas de Florianópolis e relata:"Viver este período com as crianças e aprender com eles, tanto tecnicamente e como na vida foi uma experiencia única,que vou levar sempre comigo, eles são verdadeiros campeões em todos aspectos" Marcus Luz ainda teve a oportunidade de participar da 2 Conferência Científica de Boxe, onde foram abordadas todos as ciências envolvidas no esporte, por mestres e doutores no assunto e a ilustre presença do tri-campeão olímpico Felix Savon. E de quebra pode acompanhar o 41 Torneio Cordova Cardin de Boxe, considerado o maior torneio de boxe amador depois das olimpíadas e destaca a participação dos brasileiros; "Os brasileiros estão realmente em evidente evolução,com cinco medalhas de prata e uma de bronze a nossa seleção ficou em vice-campeão, só perdendo pros donos da casa".Ou seja, uma viagem muito proveitosa .
Veja as fotos
|
|
|
Escrito por ST News - Ter, 21 de Dezembro de 2010 13:16
|
|
Pessoal, desculpem a demora, aí estão algumas fotos do aulão de final de ano da Escola de Boxe Nobre Arte. Obrigado pela a presença de todos e se Deus quiser vamos fazer melhor ainda no ano que vem, para que assim possamos sempre divulgar o boxe como uma excelente atividade física que é, e que tanto gostamos.
Aproveito a oportunidade para desejar a todos ótimas festas, com muita saúde e paz e que Deus abençõe todos vocês e suas familias.



Forte Abraço,
Prof° Marcos Luz.
|
|
Escrito por ST News - Seg, 15 de Novembro de 2010 18:40
|
|
No dia 13 de Novembro de 2010 o fenômeno Manny Pacquiao sobe ao ringue contra o ex-campeão mundial Antônio Margarito para a diputa do titulo dos médios-ligeiros (Paqcquiao não bateu o minimo desta categoria) e deixar mais uma, impressionante e inédita marca na historia do boxe mundial. O oitavo titulo em categorias diferentes, das 16 existentes e nesta luta ele provou o porque é fenomenal.
Apesar de ser mais forte e com uma envergadura maior, Margarito não aproveitou destes atributos no combate, ou melhor, não conseguiu, pois seu oponente era nada menos que Pacman, o boxeador que utiliza como ninguém nunca utilizou todas as técnicas do boxe. Com uma movimentação brilhante onde quase nunca era possível atingi-lo, ao menos quando ele mesmo queria, para jogar de encontro, ou contra-golpear seu oponente, com uma velocidade de golpe impressionante, pude contar até 8 golpes de resposta para um de Margarito e uma precisão absurda, quase sempre todos golpes entravam, é só ver a face do seu oponente no final da luta, totalmente desfigurada, mostrando assim um conjunto completo e perfeito de pugilista. Já estudei muito, grandes pugilistas, Muhammad Ali ,Frazier,Tyson, Sugar Ray, estes todos eram incríveis, cada qual com suas características.
Pacman me impressiona, parece que juntou um pouco de cada lutador e que faz dele esse magnífico boxeador que me deixou mais uma vez perplexo, e eu achei que havia visto todo seu potencial, estava enganado, o homem é mágico. |
|
|
Escrito por Administrator ST - Qua, 16 de Setembro de 2009 00:00
|
O fenômeno Maguila e o ressurgimento do boxe
No início dos anos oitenta, pela primeira vez no Brasil, uma rede de TV ( a TV Bandeirantes ), por iniciativa de seu diretor de esportes ( Luciano do Valle, o qual também atuava como promotor de eventos esportivos, através de sua empresa, a Luque Propaganda, Promoções e Produções ), resolveu investir pesado no boxe, transformando-o em espetáculo de massa.
Os primeiros boxeadores feitos pela TV brasileira, Francisco Thomás da Cruz ( peso super-pena ) e Rui Barbosa Bonfim ( meio-peaso ), tiveram relativo sucesso, mas foi só com Adislon "Maguila" Rodrigues que as transmissões de lutas de boxe pela TV alcançaram absoluta liderança de audiência.
Maguila, com 1,86 metros e cerca de 100 Kg, foi um dos poucos pesos pesados brasileiros. Tinha grandes elementos para ser um ídolo: enorme carisma aliado à grande valentia, mobilidade e uma direita demolidora que lhe propiciou nada menos do que 78 nocautes em sua carreira de 87 lutas, a maioria das quais com lutadores europeus, sul-americanos e norte-americanos.
Maguila estreiou como profissional em 1983, tendo Ralph Zumbano como técnico e Kaled Curi como empresário. Em 1986, já no auge da fama, assinou contrato com a Luque e passou a treinar com Miguel de Oliveira que alterou profundamente seu estilo de luta e corrigiu seus defeitos de defesa. Como consequência, em 1989, chegou a ser o segundo colocado no ranking do CMB e em rota de colisão com Mike Tyson, na época, o undisputed champion do mundo.
O grande momento, contudo, nunca ocorreu. Precisou enfrentar dois dos maiores pesados do século XX: Evander Holyfield e George Foreman. Perdeu essas duas lutas e isso lhe tirou não só a chance de disputar o título como o encaminhou para a obscuridade. Para piorar, Maguila aumentou muito de peso, perdendo a forma física. Apesar disso, em 1995, chegou a campeão mundial pela WBF ( Federação Mundial de Boxe ), uma associação que ainda não havia conseguido grande respeitabilidade. Com falta de patrocínio, pouco tempo depois, Maguila foi destituído do título por inatividade.
Com o ocaso de Maguila, também veio o do boxe brasileiro que rapidamente perdeu o enorme espaço que havia tido na televisão.
No final dos anos noventa, surgiu uma nova promessa: Acelino de Freitas, o Popó. Patrocinado pela Rede Globo de televisão, Popó chegou ao título de campeão mundial pelo WBO . Ainda é cedo para avaliarmos a posição que lhe reservará a História.
Fonte: Site da Federação Rio Grandense de Boxe |
|
Escrito por Administrator ST - Dom, 16 de Agosto de 2009 00:00
|
|
Época do Ginásio do Pacaembu
Esse ginásio foi criado em 1940 e nele, pela primeira vez, podia-se ver lutas de brasileiros com nível verdadeiramente internacional. Os mais destacados deles foram: Atílio Lofredo e Antônio Zumbano ( o "Zumbanão" ).
Zumbanão foi o primeiro grande astro do boxe brasileiro, imperando absoluto por um longo período: de 1936 a 1950, durante o qual realizou cerca de 140 lutas, mais da metade das quais ganhou por nocaute. Era um peso médio de grande poder de punch e não menor capacidade de esquiva. Verdadeiro ídolo, arrastava multidões ao Pacaembu.
O início do boxe moderno: anos 50's
Esta foi uma nova época de ouro para o boxe brasileiro: grandes espetáculos, nacionais e internacionais, e uma imensa galeria de astros. Um dos elementos decisivos para isso foi a ação do primeiro mega-empresário do boxe brasileiro, Jacó Nahun. Além de ter lançado alguns dos grandes nomes do boxe brasileiro - como Kaled Curi, Ralf Zumbano e Éder Jofre -, Jacó Nahun conseguiu um intercâmbio com os dirigentes do Luna Park, o maior ginásio de boxe da América do Sul, com o que centenas de boxeadores argentinos vieram lutar no Pacaembu e, posteriormente, no Ginásio do Ibirapuera. Isso foi uma excelente escola que contribuiu decisivamente para o amadurecimento do boxe brasileiro.
Na época, tivemos tantos bons boxeadores que fica até difícil destarcamos alguns deles sem correr risco de fazer injustiça. Por razões de espaço, apontaremos apenas quatro deles os quais se não forem unanimidade certamente estarão em qualquer lista de "os mais importantes da época": • Kaled Curi, o "Beduíno" peso galo dotado de fortíssima esquerda; frequentemente lutava com adversários de várias categorias acima, sendo que travou muitas lutas verdadeiramente antológicas; como amador, chegou a campeão latino-americano e como profissional foi campeão brasileiro; podia ter ido além se não se envolvesse tanto com questões administrativas das federações e com a promoção de lutas; após parar de lutar, dedicou-se a empresariar boxeadores e promover eventos de boxe profissional. • Ralph Zumbano, o "Bailarino" peso leve de pouca "pegada" mas estilo, esquiva, técnica e jogo de pernas elogiadas até internacionalmente; teve carreira curta como lutador, passando a treinador de sucesso. • Luis Inácio, o "Luisão" talvez, o maior meio-pesado brasileiro de todos os tempos; extremamente popular por seu carisma, suas entrevistas folclóricas, sua velocidade e poder de punch; foi o primeiro brasileiro a conquistar medalha de ouro nos Jogos Panamericanos ( México 1955 ); como profissional, chegou a campeão sul-americano dos meio-pesados, tendo feito inúmeras lutas internacionais, inclusive com o legendário Archie Moore; sua popularidade acabou sendo sua tragédia: ao subestimar o famoso campeão chileno Humberto Loayza, numa troca de golpes, acabou sofrendo um violento nocaute; como era bilheteria certa, os empresários nem lhe deixaram descansar, continuaram a lhe promover lutas, as quais só agravaram a lesão que havia sofrido; o resultado foi o esperado: Luisão acabou "sonado" ( ficou extremamente sensível a qualquer golpe na cabeça e a exibir sintomas da chamada "demência pugilística" ) passando a ser derrotado por qualquer um, inclusive em brigas de rua com marginais; acabou morrendo como indigente e se tornando mais uma triste lição para o boxe profissional brasileiro. • Paulo de Jesus Cavalheiro Peso meio-médio, atuando profissionalmente entre 55 e 58. Extremamente carismático, só perderia em popularidade para o Zumbanão. Já era tratado como ídolo nos seus tempos de amador. Tinha grave problema cardíaco que prejudicava muito sua atuação.
A década de Eder Jofre: os anos 60's
O maior boxeador brasileiro de todos os tempos nasceu em uma família de pugilistas: tanto por parte do pai ( família Jofre, oriunda da Argentina ) como por parte da mãe ( família dos Zumbanos ). Assim que Éder Jofre, praticamente, nasceu dentro do ringue e desde cedo aprendeu as "manhas" da nobre arte.
Desde muito cedo exibia características que acabaram lhe colocando num lugar de destaque na história do boxe mundial: tinha como principal arma um fortísssimo gancho de esquerda ( vide foto ao lado ), e uma igualmente arrasadora direita; não menos importante era sua grande inteligência que lhe permitia modificar o estilo de luta segundo o adversário.
Estreiou como amador aos 17 anos de idade, em 1953. Em seus quatro anos de competição entre os amadores não conseguiu nenhum título de importância internacional. Seu sucesso só viria explodir como profissional, carreira que iniciou aos 21 anos, em 1956.
Já em 1958 tornou-se campeão brasileiro dos pesos galo. Contudo, o sucesso internacional não foi tão rápido. Para isso foi fundamental o trabalho de seu empresário, Jacó Nahun. Esse, usou sua experiência para construir uma "escadinha" que permitisse Éder fazer um renome internacional e assim poder esperar por uma chance de disputar o título mundial. Essa chance começou a ficar mais próxima em 1960, quando Jacó Nahun conseguiu a inclusão de Éder entre os dez primeiros do ranking de galos da NBA ( a associação que mais tarde deu origem a atual WBA=Associação Mundial de Boxe ). Atingindo esse ponto, Éder trocou de empresário ( Nahun, magoado com a "traição", abandonou o boxe ) e foi lutar nos USA, onde fêz três lutas que melhoraram sua posição no ranking. Ainda nesse mesmo ano de 1960, finalmente, materializou-se a oportunidade de disputa pelo título mundial quando o então campeão mundial dos galos, Joe Becerra, renunciou ao seu título depois de ter causado a morte de seu último adversário. Com isso, no final de 1960, acabou sendo marcada uma luta pelo título vago entre Éder e o mexicano Eloy Sanchez. Éder Jofre precisou de apenas seis rounds para se adonar do cinturão.
Contudo, Éder ainda não havia chegado ao topo, pois a União Européia de Boxe não reconhecia os campeões da americana NBA. Foi só em 1962 que surgiu a oportunidade de uma luta pela unificação dos pesos galo, entre Jofre campeão pela NBA e Johnny Caldwell campeão pela UEB. Essa luta foi travada no ginásio do Ibirapuera, com um público record de 23 000 pessoas. Éder massacrou o irlandês Caldwell e se tornou o undisputed champion dos pesos galo.
Jofre defendeu com sucesso seu cinturão por sete vezes, até 1965, não fugindo de nenhum adversário, por mais perigoso que esse fosse. Contudo, seu maior inimigo crescia a olhos vistos: era seu excesso de peso, que lhe fêz realizar várias lutas muito desidratado e até mal alimentado. Apesar disso, pressionado de vários lados, Éder preferiu não subir para a categoria dos pesos pena. A decisão foi errada: em 1965 foi vencido pelo maior boxeador japonês de todos os tempos, Masahiko "Fighting" Harada. No ano seguinte, o japonês concedeu revanche e venceu novamente. Com isso, Jofre declarou sua aposentadoria. Tinha 10 anos de profissionalismo e estava com 30 anos, o que é considerada uma idade avançada para um boxeador da categoria dos galos.
Como peso galo, Éder Jofre recebeu as maiores distinções: em eleição promovida pela mais conceituada publicação de boxe do mundo, The Ring Magazine, os leitores dessa revista elegeram Éder Jofre como um dos dez melhores boxeadores do século XX; foi o primeiro boxeador não americano indicado para o Hall of Fame do boxe; etc.
Epoca da penúria: 70's
O sucesso do peso galo Éder Jofre motivou o surgimento de muitos boxeadores brasileiros. Entre esses, os mais destacdos foram: • Servílio de Oliveira peso mosca de estilo brilhante, golpes e esquivas de precisão milimétrica; por muitos, é considerado o melhor boxeador já surgido no Brasil; estreiou em 1968 nos amadores e já no mesmo ano conseguiu o maior feito do boxe amador brasileiro até então: medalha de bronze nas Olimpíadas; em 1969 estreiou nos profissionais onde atuou até 1971, fazendo várias lutas internacionais, a maioria com boxeadores sul-americanos; em 1971, em luta com um mexicano, sofreu um deslocamento de retina que o deixou praticamente cego do olho direito e o fêz abandonar sua muitísssimo promissora carreira; em 1976, tentou voltar, chegando a fazer algums lutas internacionais, mas na primeira disputa de título, sofreu impedimento médico e abandonou de vez o esporte. • Miguel de Oliveira iniciou no profissionalismo na mesma época que Servílio e se destacou por ser um peso médio-ligeiro de soco potente, especialmente quando desferia o hook no fígado, e de ser dotado de grande inteligência; em 1973 já tinha 29 lutas e teve sua oportunidade na disputa pelo título mundial pelo CMB; em 1975 teve nova chance, agora com sucesso, arrebantando o cinturão mundial pelo CMB do espanhol José Duran; infelizmente, mal orientado, perdeu o título já na primeira defesa. O terceiro boxeador importante dessa época foi, novamente, Éder Jofre, que, premido por dificuldades financeiras, voltou a boxear em 1970, agora nos pesos pena. Éder continuou a brilhar e em 1973 conquistou o título mundial do CMB, infelizmente não tão importante quanto o que tinha ganho como galo. Também não teve sorte com seu empresário que acabou deixando-o em inatividade por tempo excessivo o que fêz com que o CMB o destituísse do título. Apesar de não ser mais campeão, ele continou a lutar, sempre invicto até 1976, quando encerrou definitivamente sua carreira, aos 40 anos de idade. Ao longo de sua vida de profissional, realizou 78 lutas, sendo que ganhou 50 por nocaute e teve apenas duas derrotas, ambas por pontos e para o histórico Masahiko "Fighting" Harada.
Assim que, quase simultaneamente, tivemos a aposentadoria de três dos maiores lutadores brasileiros de todos os tempos: Jofre, Servílio e Miguel de Oliveira. Isso e a transmissão dos jogos de futebol pela TV funcionaram como uma ducha fria no boxe brasileiro, que mergulhou num período bastante negro, de ginásios vazios e poucas perspectivas. Fonte: Site da Federação Rio Grandense de Boxe
|
|
|
|
|
<< Início < Anterior 1 2 Próximo > Fim >>
|
|
Página 1 de 2 |
|
|