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Alô Floripa, meu nome é André Santos. Sou faixa-preta de Jiu-Jitsu e a partir deste mês escreverei uma coluna mensal sobre a "Arte Suave" aqui no portal . Vou começar contando minha história e como cheguei até aqui, ao site Sultatame. Bom, meu envolvimento com o Jiu-Jitsu começou em 1990, quando meu amigo Roberto "Roleta", que na ocasião era faixa-azul, me convidou para fazer uma aula inicial. Gostei do esporte e da academia, mas apesar da nossa amizade, ainda não seria daquela vez que treinaríamos juntos.
Na ocasião, preferi me matricular na academia do professor Jorge Pereira (faixa-preta de Rickson Gracie), onde eu também tinha vários amigos e muita gente do meu peso (e naquela época, pasmem, eu era bem magrinho). Tínhamos um time juvenil imbatível, com atletas que fizeram história: Nino Schembri, Léo Dalla, Wander Braga, Paulo Guilhobel, Guigo, Tatá, entre outros companheiros. Fiquei lá até a faixa azul. Naquela época, acontecia a Copa Atlântico Sul, tida como uma espécie de campeonato brasileiro. Pois bem, fui assistir o tal campeonato e vi um cara que me impressionou muito. Ele não tinha os dedos da mão esquerda, mas mesmo assim escovava todos os adversários. Na luta final, deu uma aula de Jiu-Jitsu ao vencer um sujeito com cara de maluco chamado Walid Ismail. Seu nome era Jean Jacques Machado. Mais a frente, quando meu pai faleceu, e como eu não trabalhava, resolvi aceitar uma bolsa da academia Gracie Barra, onde passei a ser aluno do então professor Jean Jacques. Mas não demorou muito e o Jean acabou se mudando para os EUA, onde seus quatro irmãos, também faixas-pretas, já haviam se estabelecido. Como havia duas academias Gracie Barra, eu e todos os meus companheiros de treino nos transferimos para a matriz, comandada pelo mestre Carlos Gracie Júnior (atual presidente da CBJJ). Com atletas do calibre de Renzo, Ralph e Ryan Gracie, Roberto Gordo, Alexandre Carneiro, Vinícius Draculino, Ricardo Cachorrão, Márcio Feitosa, entre muitos outros, a Gracie Barra em pouco tempo se tornaria uma grande potência. Roberto Roleta e Nino Schembri vieram logo depois e ajudaram a Gracie Barra a ganhar o primeiro de vários títulos mundiais da era CBJJ. Naquela época, além de treinar na Gracie Barra, eu trabalhava na CBJJ e era diretor comercial do Jornal Gracie (hoje Gracie Mag), onde aprendi muito sobre a comunicação esportiva. Em meados de 1996, graduado na faixa roxa, me desliguei da Gracie Barra e fiquei um ano e meio sem academia. Treinei um pouco com o Libório (na época Carlson Gracie), e mais um pouco com o meu amigo Wander Braga, que na época dava aulas ao Gabriel Napão. Até que, em 1998, passei a treinar diretamente e definitivamente na academia do professor Roleta, que na ocasião já tinha ganhado dois de seus quatro títulos mundiais. Nos anos seguintes, recebi as faixas marrom e preta, e me mudei para Santa Catarina. Em Floripa, realizei duas edições do Desafio Faixa Preta. No primeiro evento, com o Teatro do CIC lotado, conseguimos uma ampla cobertura da imprensa não especializada. Na segunda edição, já com o dobro de patrocinadores, conseguimos consolidar o evento, com lances e polêmicas que até hoje dão o que falar. Agora em 2009 vem uma nova edição. Afinal, qual serão as novidades?
Quatro anos vivendo em Santa Catarina me renderam um casamento (feito e desfeito), uma filha linda, um 2º mestre, e grandes amizades. Minhas raízes catarinenses estão tão sólidas, que mesmo morando novamente no Rio de Janeiro, não deixo de acompanhar tudo que acontece na Ilha da Magia. Por isso resolvi aceitar o convite do site Sultatame, agora sob nova administração, e altamente imparcial. Nossa coluna não terá roteiro pré-estabelecido. Neste espaço, contaremos histórias (atuais e "das antigas"), faremos entrevistas, matérias sobre campeonatos e vídeo-aulas. O importante para nossa equipe é entreter o amigo internauta. Portanto, voltem sempre.
Um forte abraço!!
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