Colunistas ST
André Santos Escreverei uma coluna mensal sobre a "Arte Suave" - Jiu Jitsu ---------------------------------------------
Adelino da Silva Filho Taekwondo, informações técnicas e notícias sobre eventos ---------------------------------------------
Álvaro Romano Fundador, idealizador e introdutor do método Ginástica Natural --------------------------------------------- Carlos Rotolo Pratico Karatê há 16 anos e sou atleta da Seleção Brasileira e Catarinense de Karatê ---------------------------------------------
Dr. Funchal Saúde no esporte, orientações, prevenções e principalmente dúvidas sobre o trauma esportivo ---------------------------------------------
Marcos Luz é com muita satisfação que apresento a coluna "Por Dentro do Boxe" ---------------------------------------------
Renildo Nunes História do Judô, filosofia, competições e aspecto educacional ---------------------------------------------
Augusto Bayard Irei escrever a coluna sobre Pilates. ---------------------------------------------
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Colunas
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Escrito por AdminTV
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Seg, 04 de Janeiro de 2010 18:49 |
Nós da Nutricompany gostaríamos de desejar as boas vindas à coluna de nutrição do site Sultatame.
Então chega de formalidades, eu, Caroline Bandeira nutricionista pela rede metodista IPA, pós-graduada em nutracêuticos e especialista em nutrição clinica. Atualmente fazendo especialização em nutrição esportiva. E minha sócia Luiza Fadel Lima formada pela Univali especialista em aterosclerose.
Para que possamos ajudá-los na qualidade de seus treinos, vamos selecionar alguns assuntos, que poderão ser abordados, de acordo com o interesse de vocês.
1º Alimentação pré-treino.
2º Alimentação durante o treino.
3º Alimentação pós treino
4º Suplementos para melhorar performance .
5º Sugestões.
E para começar, lá vai a 1ª dica:
HIDRATAÇÃO
Sabe-se que que a pratica de atividades físicas é importante para uma boa saúde e melhora na qualidade de vida. Sua prática regular pode trazer muitos benefícios, como por exemplo, aumento do gasto energético, maior coordenação motora, melhora na capacidade cardiorespiratória, diminuição do estresse, redução do risco de doenças degenerativas como:obesidade, hipertensão e diabetes.
A hidratação é um aspecto fundamental uma vez que a maior parte das lutas envolve uma indumentária que não favorece a troca de calor, fazendo com que o controle termorregulatório ( temperatura corporal ) seja dificultado. Isto é, a desidratação pelo suor excessivo é comum. Sugere-se que o atleta acostume-se a ingerir muito líquido o dia todo ( no mínimo 3Litros/dia ), principalmente durante o treino.
A reposição de carboidratos e eletrólitos por meio da hidratação também é útil nos dias de treinos intensos e prolongados. Recomenda-se ingerir líquidos a cada 15 a 20 minutos ( aproximadamente 500 a 1200 ml/hora de exercício, oferecido em pequenas doses de acordo com a tolerância gástrica do atleta) Recomenda-se uma bebida esportiva com concentração de 6 a 8% de carboidratos ( maltodextrina ou sacarose , exceto a frutose ) . Lembrando que, a água pura devemos ingerir nos primeiros 30 – 40 minutos , após ingerir isotônicos com intuito de repor tudo aquilo que ele perde no suor durante a treino. Não sobrecarregando assim, o aparelho digestivo sendo assimiladas rapidamente pelo organismo, retardando a fadiga.
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Av. Rio Branco,333 sala 308- Ed. Mirage Tower
Centro - Florianópolis – SC
Telefones: (48) 3024-9759/ 9914-0426/9958-3839
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Escrito por StNews
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Qui, 29 de Outubro de 2009 08:24 |
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Treinamento de Pilates para atletas. Olá Pessoal estou de volta para apresentar um pouco mais sobre o treinamento de Pilates em função do desenvolvimento do atleta.Nosso atleta convidado Igor Silva esta se recuperando de uma lesão que sofreu no último campeonato então decidi apresentar um treinamento que pode ser feito por todos os esportistas que desejam desenvolver uma preparação através das técnicas de Pilates. Apresentarei aqui o trabalho que desenvolvo com a Equipe Ipanema Pilates Surf Team, que vem deixando seus atletas cada vez mais felizes e animados com os resultados. Com apenas dois meses de treinamento de fortalecimento articular e ligamentos e melhora da flexibilidade, nossos atletas estão trabalhando suas consciências corporais, para que possamos modificar pequenos ângulos de posicionamento e com isso aumentar a performance mecânica. Esses estímulos foram agregados à plataforma de vibração Power Plate, que auxiliou ainda mais na percepção dos novos posicionamentos. O que vem a garantir uma evolução técnica na aplicação de golpes e manobras para atletas das mais diversas modalidades e níveis. Segundo a atleta de surf feminino Estrela Blanco, “Começar esse treinamento com foi e está sendo fundamental não só pro meu surf, mas pra meu estilo de vida. Mas em relação ao surf, estou há apenas dois meses e já sinto uma diferença enorme. Manobro com mais segurança não só pelo fortalecimento das minhas pernas, mas a minha concentração se elevou a um nível extraordinário. Fora meu estilo que vai se aperfeiçoando cada vez mais. Treino cinco dias na semana e vou sempre muito pilhada. Para obter tal resultado em tão pouco tempo, analisamos e dividimos o movimentos dos atletas, seja ele de qualquer modalidade, por etapas e trabalhamos uma por uma em exercícios de psicomotricidade aplicada a filosofia do Pilates. Tais movimentos foram ainda mais percebidos quando trabalhados em cima do Power Plate que gera um nível de sensibilidade motora ainda maior, permitindo o que podemos chamar de “sintonia fina” de movimentos. Outra atleta da equipe, Erica Prado, percebeu que os novos posicionamentos agregados ao Power Plate geraram uma evolução dentro e fora d’água. Erica vem apresentando maior flexibilidade, disposição e preparada para enfrentar diferentes condições de mar. “Desde outubro de 2008 eu faço parte da equipe Ipanema Pilates Surf Team e é visível a evolução, a remada melhorou e a agilidade dentro d’água também vem evoluindo a cada dia. Sinto-me mais segura nas competições pelo fato de saber que estou me dedicando diariamente aos treinos físicos, fora o apoio psicológico que é fundamental.” Já a surfista Marina Werneck afirma que: ”- O trabalho que realizamos no estúdio Ipanema Pilates esta sendo muito importante para melhorar o desempenho no surf. Além do fortalecimento muscular, flexibilidade e equilíbrio, tornou os meus movimentos corporais ainda mais conscientes. A preparação física de um atleta é uma das coisas mais essenciais para que ele consiga alcançar seus objetivos. Fico feliz de fazer parte da equipe Ipanema Pilates Surf Team e estar tendo a oportunidade de realizar esse treinamento e ter a chance de conhecer melhor a pratica do Pilates e Power Plate. ”Nesse processo de treinamento utilizamos apenas o método Pilates, Fit-Ball, Fit Roller e a maquina Power Plate. Os exercícios serão apresentados a vocês em fotos, todos foram baseados em movimentos básicos para ampliar as habilidades motoras e percepção corporal. Os trabalhos de fortalecimento articular e demais estruturas ainda fazem parte desta evolução, pois são peças fundamentais para a execução de todo e qualquer trabalho de consciência corporal. Para melhor entender e mecanismo deste novo ciclo deixarei esse conteúdo ilustrado com a apresentação de fotos e vídeos que serão disponibilizados no site ou pelo e-mail
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. Bom pessoal espero despertar a motivação de se trabalhar com o público feminino que em diversas modalidades do esporte ainda não recebeu o devido mérito e respeito sobre seus feitos; elas merecem! Grande abraço e até o mês que vem, Prof. Augusto Bayard |
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Escrito por Administrator ST
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Qua, 16 de Setembro de 2009 00:00 |
O fenômeno Maguila e o ressurgimento do boxe
No início dos anos oitenta, pela primeira vez no Brasil, uma rede de TV ( a TV Bandeirantes ), por iniciativa de seu diretor de esportes ( Luciano do Valle, o qual também atuava como promotor de eventos esportivos, através de sua empresa, a Luque Propaganda, Promoções e Produções ), resolveu investir pesado no boxe, transformando-o em espetáculo de massa.
Os primeiros boxeadores feitos pela TV brasileira, Francisco Thomás da Cruz ( peso super-pena ) e Rui Barbosa Bonfim ( meio-peaso ), tiveram relativo sucesso, mas foi só com Adislon "Maguila" Rodrigues que as transmissões de lutas de boxe pela TV alcançaram absoluta liderança de audiência.
Maguila, com 1,86 metros e cerca de 100 Kg, foi um dos poucos pesos pesados brasileiros. Tinha grandes elementos para ser um ídolo: enorme carisma aliado à grande valentia, mobilidade e uma direita demolidora que lhe propiciou nada menos do que 78 nocautes em sua carreira de 87 lutas, a maioria das quais com lutadores europeus, sul-americanos e norte-americanos.
Maguila estreiou como profissional em 1983, tendo Ralph Zumbano como técnico e Kaled Curi como empresário. Em 1986, já no auge da fama, assinou contrato com a Luque e passou a treinar com Miguel de Oliveira que alterou profundamente seu estilo de luta e corrigiu seus defeitos de defesa. Como consequência, em 1989, chegou a ser o segundo colocado no ranking do CMB e em rota de colisão com Mike Tyson, na época, o undisputed champion do mundo.
O grande momento, contudo, nunca ocorreu. Precisou enfrentar dois dos maiores pesados do século XX: Evander Holyfield e George Foreman. Perdeu essas duas lutas e isso lhe tirou não só a chance de disputar o título como o encaminhou para a obscuridade. Para piorar, Maguila aumentou muito de peso, perdendo a forma física. Apesar disso, em 1995, chegou a campeão mundial pela WBF ( Federação Mundial de Boxe ), uma associação que ainda não havia conseguido grande respeitabilidade. Com falta de patrocínio, pouco tempo depois, Maguila foi destituído do título por inatividade.
Com o ocaso de Maguila, também veio o do boxe brasileiro que rapidamente perdeu o enorme espaço que havia tido na televisão.
No final dos anos noventa, surgiu uma nova promessa: Acelino de Freitas, o Popó. Patrocinado pela Rede Globo de televisão, Popó chegou ao título de campeão mundial pelo WBO . Ainda é cedo para avaliarmos a posição que lhe reservará a História.
Fonte: Site da Federação Rio Grandense de Boxe |
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Escrito por Administrator ST
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Dom, 16 de Agosto de 2009 00:00 |
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Época do Ginásio do Pacaembu
Esse ginásio foi criado em 1940 e nele, pela primeira vez, podia-se ver lutas de brasileiros com nível verdadeiramente internacional. Os mais destacados deles foram: Atílio Lofredo e Antônio Zumbano ( o "Zumbanão" ).
Zumbanão foi o primeiro grande astro do boxe brasileiro, imperando absoluto por um longo período: de 1936 a 1950, durante o qual realizou cerca de 140 lutas, mais da metade das quais ganhou por nocaute. Era um peso médio de grande poder de punch e não menor capacidade de esquiva. Verdadeiro ídolo, arrastava multidões ao Pacaembu.
O início do boxe moderno: anos 50's
Esta foi uma nova época de ouro para o boxe brasileiro: grandes espetáculos, nacionais e internacionais, e uma imensa galeria de astros. Um dos elementos decisivos para isso foi a ação do primeiro mega-empresário do boxe brasileiro, Jacó Nahun. Além de ter lançado alguns dos grandes nomes do boxe brasileiro - como Kaled Curi, Ralf Zumbano e Éder Jofre -, Jacó Nahun conseguiu um intercâmbio com os dirigentes do Luna Park, o maior ginásio de boxe da América do Sul, com o que centenas de boxeadores argentinos vieram lutar no Pacaembu e, posteriormente, no Ginásio do Ibirapuera. Isso foi uma excelente escola que contribuiu decisivamente para o amadurecimento do boxe brasileiro.
Na época, tivemos tantos bons boxeadores que fica até difícil destarcamos alguns deles sem correr risco de fazer injustiça. Por razões de espaço, apontaremos apenas quatro deles os quais se não forem unanimidade certamente estarão em qualquer lista de "os mais importantes da época": • Kaled Curi, o "Beduíno" peso galo dotado de fortíssima esquerda; frequentemente lutava com adversários de várias categorias acima, sendo que travou muitas lutas verdadeiramente antológicas; como amador, chegou a campeão latino-americano e como profissional foi campeão brasileiro; podia ter ido além se não se envolvesse tanto com questões administrativas das federações e com a promoção de lutas; após parar de lutar, dedicou-se a empresariar boxeadores e promover eventos de boxe profissional. • Ralph Zumbano, o "Bailarino" peso leve de pouca "pegada" mas estilo, esquiva, técnica e jogo de pernas elogiadas até internacionalmente; teve carreira curta como lutador, passando a treinador de sucesso. • Luis Inácio, o "Luisão" talvez, o maior meio-pesado brasileiro de todos os tempos; extremamente popular por seu carisma, suas entrevistas folclóricas, sua velocidade e poder de punch; foi o primeiro brasileiro a conquistar medalha de ouro nos Jogos Panamericanos ( México 1955 ); como profissional, chegou a campeão sul-americano dos meio-pesados, tendo feito inúmeras lutas internacionais, inclusive com o legendário Archie Moore; sua popularidade acabou sendo sua tragédia: ao subestimar o famoso campeão chileno Humberto Loayza, numa troca de golpes, acabou sofrendo um violento nocaute; como era bilheteria certa, os empresários nem lhe deixaram descansar, continuaram a lhe promover lutas, as quais só agravaram a lesão que havia sofrido; o resultado foi o esperado: Luisão acabou "sonado" ( ficou extremamente sensível a qualquer golpe na cabeça e a exibir sintomas da chamada "demência pugilística" ) passando a ser derrotado por qualquer um, inclusive em brigas de rua com marginais; acabou morrendo como indigente e se tornando mais uma triste lição para o boxe profissional brasileiro. • Paulo de Jesus Cavalheiro Peso meio-médio, atuando profissionalmente entre 55 e 58. Extremamente carismático, só perderia em popularidade para o Zumbanão. Já era tratado como ídolo nos seus tempos de amador. Tinha grave problema cardíaco que prejudicava muito sua atuação.
A década de Eder Jofre: os anos 60's
O maior boxeador brasileiro de todos os tempos nasceu em uma família de pugilistas: tanto por parte do pai ( família Jofre, oriunda da Argentina ) como por parte da mãe ( família dos Zumbanos ). Assim que Éder Jofre, praticamente, nasceu dentro do ringue e desde cedo aprendeu as "manhas" da nobre arte.
Desde muito cedo exibia características que acabaram lhe colocando num lugar de destaque na história do boxe mundial: tinha como principal arma um fortísssimo gancho de esquerda ( vide foto ao lado ), e uma igualmente arrasadora direita; não menos importante era sua grande inteligência que lhe permitia modificar o estilo de luta segundo o adversário.
Estreiou como amador aos 17 anos de idade, em 1953. Em seus quatro anos de competição entre os amadores não conseguiu nenhum título de importância internacional. Seu sucesso só viria explodir como profissional, carreira que iniciou aos 21 anos, em 1956.
Já em 1958 tornou-se campeão brasileiro dos pesos galo. Contudo, o sucesso internacional não foi tão rápido. Para isso foi fundamental o trabalho de seu empresário, Jacó Nahun. Esse, usou sua experiência para construir uma "escadinha" que permitisse Éder fazer um renome internacional e assim poder esperar por uma chance de disputar o título mundial. Essa chance começou a ficar mais próxima em 1960, quando Jacó Nahun conseguiu a inclusão de Éder entre os dez primeiros do ranking de galos da NBA ( a associação que mais tarde deu origem a atual WBA=Associação Mundial de Boxe ). Atingindo esse ponto, Éder trocou de empresário ( Nahun, magoado com a "traição", abandonou o boxe ) e foi lutar nos USA, onde fêz três lutas que melhoraram sua posição no ranking. Ainda nesse mesmo ano de 1960, finalmente, materializou-se a oportunidade de disputa pelo título mundial quando o então campeão mundial dos galos, Joe Becerra, renunciou ao seu título depois de ter causado a morte de seu último adversário. Com isso, no final de 1960, acabou sendo marcada uma luta pelo título vago entre Éder e o mexicano Eloy Sanchez. Éder Jofre precisou de apenas seis rounds para se adonar do cinturão.
Contudo, Éder ainda não havia chegado ao topo, pois a União Européia de Boxe não reconhecia os campeões da americana NBA. Foi só em 1962 que surgiu a oportunidade de uma luta pela unificação dos pesos galo, entre Jofre campeão pela NBA e Johnny Caldwell campeão pela UEB. Essa luta foi travada no ginásio do Ibirapuera, com um público record de 23 000 pessoas. Éder massacrou o irlandês Caldwell e se tornou o undisputed champion dos pesos galo.
Jofre defendeu com sucesso seu cinturão por sete vezes, até 1965, não fugindo de nenhum adversário, por mais perigoso que esse fosse. Contudo, seu maior inimigo crescia a olhos vistos: era seu excesso de peso, que lhe fêz realizar várias lutas muito desidratado e até mal alimentado. Apesar disso, pressionado de vários lados, Éder preferiu não subir para a categoria dos pesos pena. A decisão foi errada: em 1965 foi vencido pelo maior boxeador japonês de todos os tempos, Masahiko "Fighting" Harada. No ano seguinte, o japonês concedeu revanche e venceu novamente. Com isso, Jofre declarou sua aposentadoria. Tinha 10 anos de profissionalismo e estava com 30 anos, o que é considerada uma idade avançada para um boxeador da categoria dos galos.
Como peso galo, Éder Jofre recebeu as maiores distinções: em eleição promovida pela mais conceituada publicação de boxe do mundo, The Ring Magazine, os leitores dessa revista elegeram Éder Jofre como um dos dez melhores boxeadores do século XX; foi o primeiro boxeador não americano indicado para o Hall of Fame do boxe; etc.
Epoca da penúria: 70's
O sucesso do peso galo Éder Jofre motivou o surgimento de muitos boxeadores brasileiros. Entre esses, os mais destacdos foram: • Servílio de Oliveira peso mosca de estilo brilhante, golpes e esquivas de precisão milimétrica; por muitos, é considerado o melhor boxeador já surgido no Brasil; estreiou em 1968 nos amadores e já no mesmo ano conseguiu o maior feito do boxe amador brasileiro até então: medalha de bronze nas Olimpíadas; em 1969 estreiou nos profissionais onde atuou até 1971, fazendo várias lutas internacionais, a maioria com boxeadores sul-americanos; em 1971, em luta com um mexicano, sofreu um deslocamento de retina que o deixou praticamente cego do olho direito e o fêz abandonar sua muitísssimo promissora carreira; em 1976, tentou voltar, chegando a fazer algums lutas internacionais, mas na primeira disputa de título, sofreu impedimento médico e abandonou de vez o esporte. • Miguel de Oliveira iniciou no profissionalismo na mesma época que Servílio e se destacou por ser um peso médio-ligeiro de soco potente, especialmente quando desferia o hook no fígado, e de ser dotado de grande inteligência; em 1973 já tinha 29 lutas e teve sua oportunidade na disputa pelo título mundial pelo CMB; em 1975 teve nova chance, agora com sucesso, arrebantando o cinturão mundial pelo CMB do espanhol José Duran; infelizmente, mal orientado, perdeu o título já na primeira defesa. O terceiro boxeador importante dessa época foi, novamente, Éder Jofre, que, premido por dificuldades financeiras, voltou a boxear em 1970, agora nos pesos pena. Éder continuou a brilhar e em 1973 conquistou o título mundial do CMB, infelizmente não tão importante quanto o que tinha ganho como galo. Também não teve sorte com seu empresário que acabou deixando-o em inatividade por tempo excessivo o que fêz com que o CMB o destituísse do título. Apesar de não ser mais campeão, ele continou a lutar, sempre invicto até 1976, quando encerrou definitivamente sua carreira, aos 40 anos de idade. Ao longo de sua vida de profissional, realizou 78 lutas, sendo que ganhou 50 por nocaute e teve apenas duas derrotas, ambas por pontos e para o histórico Masahiko "Fighting" Harada.
Assim que, quase simultaneamente, tivemos a aposentadoria de três dos maiores lutadores brasileiros de todos os tempos: Jofre, Servílio e Miguel de Oliveira. Isso e a transmissão dos jogos de futebol pela TV funcionaram como uma ducha fria no boxe brasileiro, que mergulhou num período bastante negro, de ginásios vazios e poucas perspectivas. Fonte: Site da Federação Rio Grandense de Boxe
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Escrito por Administrator ST
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Qui, 16 de Julho de 2009 00:00 |
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Em 1924: a tragédia Ditão e consequências
Entre 1908 e 1915, o boxeador negro Jack Johnson deteve o cinturão de campeão mundial dos pesados e muito humilhou os brancos que o desafiaram. Uma consequência disso foi os dirigentes americanos proibirem os cinemas de passarem fitas ou noticiários com lutas de boxe. Em 1915, Jess Wilard derrotou Johnson e assim passou o cinturão para a raça branca. A partir daí e, principalmente, a partir de 1919, quando Jack Dempsey - outro branco - derrotou Wilard e passou a fazer defesas de título com públicos de dezenas de milhares de pagantes, os filmes de boxe foram liberados novamente.
Logo esses filmes chegaram nos cinemas brasileiros e despertaram em nossos jovens e empresários do boxe uma imensa ganância. Todos ficaram sonhando com o fácil enriquecimento através do boxe. Jovens que nunca haviam feito nenhuma luta, saiam do interior do país e iam para São Paulo ou Rio de Janeiro com vistas a se tornarem profissionais do boxe.
Foi então que, no final do ano de 1922, Benedito dos Santos "Ditão" iniciou a treinar boxe numa academia de São Paulo. Ditão era um negro de porte gigantesco, enorme aptidão para o boxe e um direto irresistível. Em um par de meses, já no início de 1923, estreiava como profissional e, sem nenhuma dificuldade, derrotou seus três primeiros adversários, todos no primeiro round. Se somarmos o tempo total de luta desses três combates, não chegaremos a três minutos. Era essa a experiência profissional de Ditão.
Como depois relatou o técnico Atílio Lofredo, "Todo o mundo estava enlouquecido de entusiasmo com Ditão; seus três fulminantes nocautes levaram todos a acreditar que nenhum homem do mundo poderia resistir à sua pancada devastadora". Não menor era o entusiasmo dos empresários da época, os quais viram uma chance milionária quando passou pelo Brasil o campeão europeu dos pesados, Hermínio Spalla, que tinha ido até à Argentina enfrentar o legendário Angel Firpo.
Rapidamente, foi organizada uma luta entre Ditão e Spalla que rendeu 120 contos de réis, uma fortuna para a época. O início da luta foi quase de encomenda para a platéia: já de saída, Spalla foi derrubado pela potentíssima direita de Ditão. O público foi ao delírio, mas não era por nada que Spalla tinha mais de sessenta lutas com adversários de nível internacional. O italiano levantou-se e a partir do terceiro round iniciou a demolir Ditão. Esse, qual leão ferido, tentou resistir mas acabou caindo no nono round. Teve um derrame cerebral, mas sobreviveu para terminar seus dias como inválido.
Imediatamente após a derrota de Ditão, os jornais iniciaram uma campanha contra o boxe, o que levou o governador de São Paulo a proibir sua prática. Mas não ficou só nisso o impacto da tragédia de Ditão: por quase dez anos, os empresários brasileiros ficaram receosos de trazer boxeadores estrangeiros.
O período de ouro entre 1926 e 1932
Após revogada a proibição, em abril de 1925, o boxe brasileiro voltou a crescer a partir das sementes lançadas pelos primeiro treinadores competentes. No período que se seguiu, entre os vários lutadores de destaque, o maior ídolo foi o peso leve Italo Hugo, o Menino de Ouro. Entre seus maiores feitos está o nocaute, em primeiro round, sobre o campeão sul-americano dos leves, Juan Carlos Gazala, em 1931. Em 1932, tivemos novo impasse: a Revolução de 32 paralisou tudo.
Década dos 30's
O acontecimento marcante desse período foi a criação das federações de boxe - carioca, paulista, etc - com as quais se deu condições de os boxeadores profissionais brasileiros disputarem oficialmente títulos internacionais e os amadores poderem participar de torneios e campeonatos internacionais.
Como consequência, já em 1933, fomos pela primeira vez a um campeonato internacional: o Sul-Americano de Boxe Amador, que se realizou na Argentina. A seleção brasileira era composta apenas de cariocas, pois que somente Rio de Janeiro tinha boxe legalizado através de federação. Tínhamos, contudo, um grande caminho a percorrer. Nessa época, o boxe de nossos vizinhos argentinos, uruguaios e chilenos era tão superior que considerávamos uma façanha perder "apenas" por pontos para um deles... Fonte: Site da Federação Rio Grandense de Boxe
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